28.3.08

No meio de uma pequena multidão, numa festa em casa de amigos, no meio dos gritos, parabéns e copos (diz-se tilintar) dois rostos reconhecem-se sem nunca antes se terem visto, gosto de ti sem te conhecer, a tua cara não me é estranha, o recurso a todas as banalidades possíveis e imaginárias até ao ponto em que se vêm juntos, só os dois, confirmando-se finalmente o encanto que apenas adivinhavam um no outro, um do outro.

Falar é nada, deslumbre é nada.

Realidade é tudo.




2 comentários:

s. disse...

quando a frequência é a mesma a empatia é imediata

finestamp disse...

e é tão bom quando tal acontece.